segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ARMAS DE PMs PASSAM POR PERÍCIA APÓS A MORTE DA JOVEM JARLEANE NA NOITE DO ÚLTIMO SÁBADO. EM ENTREVISTA A TV TAPAJÓS NA MANHÃ DE HOJE O MOTORISTA DA MOTO DISSE QUE POSSIVELMENTE O TIRO VEIO DA PM. "ELES CHEGARAM COMIGO E DISSERAM: CADÊ A DROGA? FOI ACERTO DE CONTAS"

Policiais militares também foram submetidos a exame residuográfico. Militares negaram 
perseguição e autoria dos disparos

As nove armas dos policiais militares que participavam de uma fiscalização próximo ao viaduto foram apreendidas, passam por perícia e os militares foram submetidos a exames residuográficos para identificar restos de pólvora nas mãos. A solicitação foi feita pela Polícia Civil após a jovem Jarleane Aranha Siqueira morrer baleada e Hugo Wanderlan Mota ficar ferido no momento em que passavam de moto pela rodovia Fernando Guilhon, na noite de sábado (29), em Santarém.

A solicitação das perícias foi feita pelo delegado Jardel Guimarães após surgir a suspeita de que o disparo que matou a jovem e feriu o rapaz tenha sido efetuado por militares. “Para haver transparência, entramos em contato com o comando da Polícia Militar, que de imediato apresentou os policiais militares que estavam na operação. Foi apreendida arma de fogo dos mesmos para serem submetidas a exames junto ao Centro de Perícias Científicas [CPC] para que haja total transparência na apuração dos fatos, bem como eles foram submetidos a exames residuográficos. Somente uma investigação minuciosa e com a coleta de provas que iremos chegar e apontar a autoria desse evento delituoso", enfatizou Guimarães.

Conforme as informações do Boletim de Ocorrência (BO), Jarleane e Hugo estavam em uma motocicleta que seguia no viaduto, sentido Magalhães Barata quando a mulher percebeu que tinham viaturas da polícia atrás da moto. “A gente vinha do Residencial Salvação quando chegamos na curva do viaduto, ela me falou: 'Hugo, acelera que é tiro', aí eu acelerei. Daí ela falou: 'Hugo, eu estou desmaiando', e na hora que ela estava desmaiando eu segurei ela, até na hora que ela caiu. Eu tentei ajudar, sendo que a polícia passou. Primeiramente passou uma moto preta e depois veio a viatura e começaram os disparos. Foram três disparos, um acertou nela e está [alojado] em mim ”.

Jarleane ainda chegou a ser socorrida, mas morreu no caminho ao Pronto Socorro. Hugo chegou a ficar internado e recebeu alta na manhã de domingo (30) sem retirar o projétil das costas. O rapaz relatou não ter certeza que o disparo foi feito por policiais, mas não descarta a possibilidade. “A polícia chegou comigo perguntando cadê a droga, dizendo que era acerto de contas. Eu passei uma hora para poder ir para o hospital, eles não queriam que eu chamasse a ambulância. Eu não tenho certeza, mas tudo prova, porque eles passaram na minha frente e o tiro veio de trás. A mulher que estava comigo gritou que era a polícia que estava atirando".

Versão dos policiais militares

Em depoimento a Polícia Civil todos os nove militares envolvidos negaram qualquer tipo de perseguição a veículos e também negaram que tenham efetuado disparos.

Em entrevista a TV, o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel André Carlos Oliveira informou que os militares seguem trabalhando normalmente, uma vez que não há comprovação que os disparos foram efetuados por eles, mas ressaltou que será aberta uma sindicância para apurar o caso. "Confirmando que o disparo saiu da arma de um policial, nós iremos abrir um inquérito, e aquele que por algum motivo tenha efetuado o disparo, vai responder de acordo com o que estabelece a lei (...). O que foi previamente passado foi, também, que eles ouviram um disparo e já viram as vítimas caídas da moto”, afirmou.

Questionado sobre a conduta dos militares em situações em que condutores fogem de barreiras de fiscalização ele afirmou: "Não temos nas nossas orientações de treinamento efetuar disparos a qualquer pessoa que fure uma barreira. Isso é fora de cogitação. A nossa situação de efetuar um disparo é aquela quando uma pessoa está nos oferecendo riscos com uma arma de fogo, ou oferecendo riscos a terceiros, aquilo que estabelece a lei, nossas excludentes de licitudes que nos dão respaldo para que efetuemos disparos contra uma pessoa", argumentou o tenente coronel.

Projétil alojado nas costas do condutor

O delegado Guimarães ressaltou que o projétil que matou Jarleane e ainda está alojado nas costas de Hugo será imprescindível para identificar de que arma veio o disparo e consequentemente detectar qual o possível autor. “Até porque como o calibre das armas das forças de segurança é um calibre ponto 40 de uso restritivo de policiais, isso é preponderante para que possamos identificar os autores e arma de onde veio o disparo”, completou.

Em nota, o Hospital Municipal informou que Hugo recebeu alta sem ter sido feita a retirada do projétil, após avaliação da equipe médica, que leva em consideração apenas o critério médico e a recuperação do paciente. O critério policial ou judicial é de responsabilidade das autoridades competentes.


JK com informações do G1

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